
Pesquisadores e médicos de todo o mundo têm buscado definir até onde é possível e seguro utilizar inteligência Artificial(IA) para lidar com pacientes. Enquanto isso, tecnologias não autônomas, mas ainda de ponta, já desempenham papéis importantes em hospitais. No Brasil, os sistemas variam desde a cirurgia robótica, camas inteligentes e sistemas que unem machine learning ao reconhecimento visual para evitar a queda de pacientes.
A cirurgia robótica chegou ao país em 2008 e tem ganhado cada vez mais espaço nos hospitais brasileiros.Diferentemente do que acontece com a IA, eles não são autônomos e nem capazes de auxiliar os médicos a tomar decisões. Ainda assim, podem tornar procedimentos mais precisos e menos invasivos.
O Da Vinci (Da Vinci Surgical System) é um dos principais exemplos nessa área. O aparelho possui quatro braços, que se dividem entre as funções de carregar uma câmera e os equipamentos necessários, como pinças e bisturis. Os braços são controlados à distância pelo cirurgião, que vê o procedimento por uma tela e realiza os movimentos por meio de “joysticks”. O equipamento permite uma visão ampliada a área e é capaz de inibir tremores comuns às mãos do ser humano. O tamanho reduzido das pinças também colabora para que o procedimento seja menos invasivo.
Entre os sistemas de cuidados pessoais também está uma espécie de cama “inteligente”, que pode ser programada para auxiliar o paciente a trocar de posição na cama com alguma frequência. O movimento evita que sejam desenvolvidos ferimentos pelo tempo prolongado de repouso.
O Hospital 9 de Julho é uma das instituições a adotar a tecnologia.O hospital lançou, em parceria com a Microsoft Brasil, um sistema inédito que previne a queda de pacientes internados. Por meio de um sensor instalado no quarto, o mecanismo é capaz de identificar situações de risco (como uma perna para fora ou a grade do leito abaixada) em tempo real e por meio do machine learning. Ele então envia um aviso para a equipe de enfermagem, que pode ir até o quarto e intervir em nome da segurança da pessoa. A ideia é que tecnologias como essa colaborem para humanizar o atendimento a pacientes – e não o contrário. São tecnologias que otimizam trabalhos que eram manuais.
A robótica no hospital apresenta campos para atuação desde a recepção de pacientes, passando pelo gerenciamento de estoque e chegando propriamente nos procedimentos cirúrgicos.
O investimento ainda é elevado para implantação e treinamento dos funcionários, mas as vantagens são promissoras em longo prazo.