
Diversas tecnologias estão sendo utilizadas mundo afora para combater a pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Algumas delas ainda são novas e restritas a determinados países, mas estão em fase acelerada de testes e se mostram úteis para oferecer serviços em situação de isolamento. Enquanto isso, outras soluções mais comuns no mercado vêm ganhando importância em meios às precauções necessárias para conter o avanço da doença.
ROBÔS
Foco do surto inicial do coronavírus, a China precisou da ajuda de robôs para evitar o contato entre as pessoas, especialmente entre pacientes e equipes de médicos e enfermeiros. Ela tem usado robôs para atuar em áreas de alto risco de contágio pelo novo vírus em várias atividades. Existem robôs de limpeza atuando em zonas restritas, espirrando desinfetante por três horas consecutivas antes de precisar de recarga. Em um hotel onde mais de 200 pessoas ficaram isoladas em Hangzhou, no leste do país, um robô circulava pelos corredores para entregar comida na porta dos quartos.
Na Bélgica, a empresa de tecnologia Zorabots emprestou centenas de robôs de companhia para idosos em isolamento. A ideia é que, mesmo em casa durante a quarentena, as pessoas possam conversar com a família e os amigos por meio de videochamadas.
IMPRESSÃO 3D PARA PEÇAS HOSPITALARES
Em Brescia, na Itália, um hospital não podia atender a demanda de 250 pacientes na UTI precisando de respiração artificial. Além da falta de respiradores, o problema estava no estoque limitado para a reposição de uma válvula que só dura oito horas contínuas de operação.Foi quando o hospital teve auxílio da comunidade de entusiastas da impressão 3D. Em três horas, já havia um modelo da peça e um protótipo pronto que os técnicos podiam testar nos respiradores. Em pouco tempo, o hospital tinha à disposição mais de 100 válvulas para usar, por um custo final de menos de 1 euro por unidade, provando que a tecnologia pode ajudar em meio à superlotação de leitos hospitalares e o desgaste acelerado de equipamentos.
TERMINAIS BIOMÉTRICOS PARA DETECÇÃO DE SINTOMAS
Empresas especializadas em identificação biométrica já começam a oferecer mecanismos de detecção sintomas de coronavírus. Terminais inteligentes da chinesa ZKTeco, por exemplo, são capazes de rastrear sintomas da Covid-19 por meio de reconhecimento facial. Segundo a empresa, o equipamento leva apenas uma fração de segundo para determinar a temperatura de uma pessoa com um desvio de 0,5 grau. A aferição de temperatura também pode ser realizada por detecção de palma da mão à distância, ou seja, sem precisar tocar no aparelho.Por enquanto, a tecnologia está sendo utilizada apenas em fábricas da empresa, mas, ao TechTudo, a assessoria afirmou que o aparelho estará no Brasil em breve.
UTILIZAÇÃO DE DRONES
Em alguns países da Europa e da Ásia, governos vêm usando drones para acelerar providências contra o coronavírus em espaços públicos.
Na Espanha, a polícia usa os equipamentos para sobrevoar áreas onde pessoas ainda circulam e emitir um aviso sonoro para que todos fiquem em casa.
Na China, autoridades vêm lançando mão dos aparelhos para acelerar o processo de desinfecção das ruas. Eles viajam por cidades inteiras espirrando produtos de limpeza, como água sanitária, por exemplo, para garantir que traços do vírus sejam eliminados de todas as zonas, principalmente daquelas onde o exército de limpeza do governo chinês não consegue passar.
5G E CONSULTAS REMOTA
A conectividade 5G vem sendo chave na China e na Coreia do Sul para permitir o contato à distância. Em robôs, a rede de quinta geração é essencial para permitir o funcionamento de sistemas de inteligência artificial. Além disso, a baixa latência da tecnologia ajuda a operar equipamentos médicos via internet com alto grau de precisão.
A Huawei chegou a instalar novas antenas de 5G em território chinês para, entre outras coisas, aumentar a cobertura de sistemas avançados de teleconferência: um paciente pode, por exemplo realizar uma consulta online com imagens em alta qualidade mesmo sem acesso à fibra ótica.
Com o crescente número de casos confirmados, o Brasil também tem desenvolvido novas soluções para tratamento e prevenção ao coronavírus. O Ministério da Saúde disponibilizou um maior acesso da população a informações sobre o coronavírus, lançando um aplicativo no qual a população pode tirar dúvidas sobre sintomas, prevenção, unidades de saúde próximas e outras informações relevantes sobre o tema. Chamado “Coronavírus – SUS”, o software ainda fornece notícias em tempo real e um formulário que avalia o risco de infecção dos usuários.
A start-up brasileira Portal Telemedicina está usando a inteligência artificial para resolver um dos maiores entraves no combate à pandemia do novo coronavírus: a falta de exames. Em parceria com o Google, a empresa desenvolveu um algoritmo capaz de detectar a doença em questão de minutos, com precisão de até 95%, analisando imagens de raios X ou de tomografias do tórax. A start-up é especializada no diagnóstico de doenças a distância, usando a nuvem e técnicas de machine learning (aprendizado de máquina) para a triagem dos casos mais urgentes. Nos últimos dois anos, a empresa desenvolveu um algoritmo específico para problemas pulmonares, que está sendo usado na detecção da Covid-19.
Mesmo com tantos esforços e equipamentos, o vírus se espalhou rapidamente e a OMS declarou a situação como “Emergência Global de Saúde”.
Em tempos assim, vemos que a tecnologia avançou bastante e agrega muito em qualidade e eficiência aos produtos de saúde.